Tóquio 2020-21

Sofrência: da beleza em Lucão & Lucarelli

Não ! não cultiveis a tosca rivalidade com os argentinos…. tanto curtimos Piazolla os contos de Cortázar para dar alimentar os arroubos anti-portenhos em Copa do Mundo : nunca me peguei com esse sentimentos hostis em prejuízo do sonho continental de libertação latino-americana! já não basta o imperialismo ianque Eduardo Galeano ? que por sinal era uruguaio , cronista maior de todas as partidas e expôs todas as veias abertas

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Menina veste azul

É madrugada de segunda, uma menina veste azul e faz o Brasil sorrir. É madrugada ainda, anunciando uma semana nova e uma menina de azul nos faz chorar. Um choro novo. O choro bom, necessário, que lava o peito como as águas do Tocantins sobre a praia do Cacau. A menina de azul aprendeu a cair e levantar sorrindo. A menina de azul tem asas fora da roupa. A menina

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CHINELAS OLÍMPICAS

Não, não estou entre aqueles que julgaram de mau gosto, que torceram o nariz ou acharam falta de decoro do nosso Comitê Olímpico ter escolhido bermudas e chinelas de uma certa marca conhecida como uniforme para os atletas da nossa delegação. Gostei. Achei pertinente, aliás. Momentos atípicos, jogos que deveriam ter ocorrido um ano antes, em que a plateia, quando há, é minúscula, pedem algo tão inusitado quanto a situação.

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Treze anos, a idade mais feliz

Jornalista é um tipo de gente que até depois de aposentada tem serviço fim de semana, fora de hora, enfim, nunca se sabe que hora terá disponibilidade para, por exemplo, assistir às Olimpíadas ou escrever uma crônica sobre elas. Eu, por exemplo, trabalhei o domingo inteiro, então mal consegui ver os gols do meu time no Brasileirão. Mas não deixei de me informar sobre os jogos, as disputas, nossas três

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Hora do Recreio

Trriiiiimmm. Toca o sinal, é hora de se alinhar para entrar na aula de Educação Física. As meninas se alvoroçam. Correm para pegar um lugar na fila e disputar quem vai ser a primeira a ir para a quadra. O quê? Não estão na escola?! É uma competição olímpica? Como assim? Mas aquela japonesinha ali mal saiu das fraldas…oi? Ela é uma das favoritas? Aquela outra, ainda mais mirradinha também

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Bravo, “brabo”!

Éramos uns 30 moleques sobre aquele tatame. Pesos, alturas, idades e estilos diferentes. Faixas branca, cinza, azul, amarela formavam a maioria. Tinha uma meia dúzia das outras, como a laranja e a verde. Uma roxa. E uma preta, do aluno que auxiliava o sensei. Mestre Okano falava pouco e baixo. Raramente sorria. Quando o fazia, não emitia nenhum som. Eu sabia que sorria porque via os seus dentes. Para ensinar,

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Brincadeira de criança: como é bom!

Ela desenha uns rabiscos na folha de sulfite o que em seu mundo solitário lhe faz acreditar ser um perfeito urso. Para seus pais, sentados à mesa de jantar, e sem dar à menina a mínima atenção, aquilo ali é apenas brincadeira de criança. Bem longe dali, mais precisamente no estado do Maranhão, uma garotinha sobe no skate, faz as mais radicais manobras, e seus pais, atentos a tudo, sabem

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MANIFESTO

Não é engraçado que nosso novo esporte olímpico tenha vindo das ruas? Eu acho emblemático. E um esporte que foi proibido nas ruas por conta do conservadorismo? Acho interessante. E que tenha como uma das principais expressões uma menina, do Maranhão? Acho significativo. Não sei se eu, cheia de querer fazer ligações conceituais esteja me perdendo em símbolos, mas para mim, é tão claro como água. Deixem as ruas mostrar

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TE AMO, FADINHA

Carrinho de rolemã. Disputa de taco. Competição de bolinha de gude. Pedalar sem as mãos no guidão. Escalar o muro do vizinho nas fugas de polícia e ladrão. Arrematar figurinhas no bafo. Empinar pipa bem lá no alto do céu. Apostar corrida e ganhar dos meninos de lavada. Jogar frescobol sem deixar a bola quicar na areia. Pegar jacaré até ralar o queixo na beira d´água. Olha, não tem brincadeira

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Prancha com rodinhas

Mal o almoço assentara, o pai o chamou e disse que compraria a tal “prancha com rodinhas”, porque não aguentava mais aquele choramingo diário. A mãe, que passava pela sala, arregalou os olhos, mas não interveio. Deu tempo de ouvir que os treinos de futebol continuariam, porque poderia lhe dar profissão e dinheiro. Quanto aos estudos, nada disse. O garoto sentiu o coração disparar. Tinha a impressão de que aguardava

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