Crônica

Diferenças culturais

Ela foi convidada para o badminton aos 23 anos. Fazia outro esporte. Gostou e permaneceu. A sua adversária iniciou-se aos 7, pois era um esporte popular na escola. Ela se desenvolveu muito. E chegou lá! Fez a sua estreia nos Jogos Olímpicos, aos 33, com 10 anos de prática. A gringa também estreou trintona, mas tinha 23 anos de prática. O jogo iniciou. Chegou a estar 13×1. Terminou 21×9. No

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O salto da periferia

Quando Daiane dos Santos saltou para o ouro no solo de Anaheim (USA), a travessa Rebeca Andrade dava seus pulinhos no chão de dona Rosa. Levada para fazer um teste em um projeto social da prefeitura de Guarulhos (SP), ouviu da treinadora responsável em tom de brincadeira: “Uau! essa é a futura Daiane dos Santos!” O “Brasileirinho de Daiane” abria não apenas os olhos de profissionais, mas as lentes do

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Quando se é uma estrela

Simone Biles entra no ginásio Ariake Centre, mas ao invés de caminhar com a equipe técnica para onde os aparelhos estão instalados, segue em direção à arquibancada, e durante toda a competição da ginástica artística Simone Biles é gente como a gente. A estrela da ginástica artística, com seus ouros mundiais e olímpicos, está na plateia para se deleitar com os feitos de TODAS as competidoras, e não somente as

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Tenho orgulho de Mim

Racistas, baixem suas cristas de espinhos virulentos, contemplem o poder iluminado da diversidade étnica e curvem-se diante da vitória majestosa de uma mulher, negra e pobre a quem havia restado comer os restos, as migalhas caídas das mesas fartas de comida e vazias de bênçãos e graças da Casa Grande e, mesmo decepcionados, de joelhos, ouvi: Vocês, racistas do mundo, em especial do Brasil supostamente cordial e feliz que insiste

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Xerecou no Campeonato

Nunca gostei de acordar cedo. Por mais que tente ir pra cama antes das 23h, acabo enrolando até a 1h. Não tenho mais idade pra varar madrugada e poucas coisas seriam capazes de me levar a fazer algo do tipo. Uma delas é ver as mulheres brilhando nessas Olimpíadas. O fuso-horário japonês já havia me desafiado na Copa do Mundo de 2002. Lembro-me de colocar o despertador para tocar no

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MÃE LEVADA DA BRECA? DEU REBECA.

Que mãe é essa que deixa a filha sair de casa aos 9 anos para seguir seu sonho de um dia brilhar nas Olimpíadas? Que mãe é essa que diz NÃO para a filha quando a menina depois de três cirurgias no joelho pensa em jogar a toalha? Que mãe é essa que ensina à filha que perseverar é um esporte de alta performance seja lá em que ofício da

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PÓDIO É PODER

Demorou, mas está chegando. O pódio andava mesmo precisando delas. Meninas, algumas franzinas, todas carregando a história de outras tantas. Meninas que lutam, que saltam e que fazem o diabo em cima de uma tábua com rodinhas. Meninas que surpreendem, que emocionam, que carregam o mundo em seus movimentos. A menina que dá o golpe exato, no momento certo e o juiz não vê. É a menina Brasil, que merece,

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Panem et butyram et circenses

O celular tocou cedo, mas eu já havia acordado. Esses Jogos Olímpicos estão mexendo com meu relógio biológico. Jamais com meus hábitos. Às 7:30 estava à mesa e de olho na televisão. Perto de mim, café com pão. Não o panem desejado, fresquinho, estalando, acolhendo a manteiga (butyrum) que se derrete toda por ele. Mas uma torrada integral com cereais, como me permite o sobe-e-desce da taxa glicêmica. Um tantinho

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Igarashi e Taimazova: injustiça não é desonra

Não me lembro com clareza das vezes em que me senti injustiçado no esporte, mas me lembro bem de quando um erro do árbitro me deu a vitória. Na hora em que tudo acontece, você só consegue perceber a aura de incerteza que se apodera do momento, mas acredita na decisão dos árbitros, até porque, você venceu. É só depois, com a repercussão e o testemunho de pessoas de confiança,

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De BH pro mundo, o Minas

Quando eu era pequena em Belo Horizonte, a gente era sócia do Minas. O famoso clube ocupava dois quarteirões no bairro de Lourdes (ocupa ainda), com piscinas, quadras, restaurante, ginásio, um mundo de atrações esportivas e culturais no coração da cidade. Ao mesmo tempo, como meu pai era funcionário do Banco do Brasil, frequentávamos também a AABB, cuja sede campestre ocupava na Pampulha uma vasta extensão cercada de bosques, campos,

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