Tóquio 2020-21

#olimpiadasparatodos

Nessa pandemia, o número de sem-tetos aumentou, principalmente em países periféricos. Mas o fato que chocou o mundo foi o surgimento de outra “classe” social (me perdoe, Marx): a dos sem-Olimpíadas. O exemplo já mais famoso é o de Yasmin Brunenê, mulher de Gabriel Medinha, que sem a amada ao lado terá menos forças para competir. Por causa dos protocolos de segurança contra a Covid-19, o nefasto Comitê Olímpico Brasileiro

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Lições vindas do Japão e o poder das palavras

Estas Olimpíadas ¬– que sinceramente acho que deviam acontecer só ano que vem – não estão ainda conseguindo atrair a atenção dos brasileiros, mais preocupados com a sobrevivência durante a crise sanitária. No entanto, mesmo levando adiante o evento em um momento impróprio, o Japão está dando um belo exemplo de modelo de sustentabilidade e de respeito para com o ambiente. E são vários os diferenciais. As camas dos atletas

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Grupo de zap em Tóquio

Tarciso: Boa noite de Tóquiooooo, galere do zap! Rosaninha: Boa noite, irmão. O pai tá bem? Tarciso: O veio tá entrando direto na breja japonesa. Curtiu! Rosaninha: Não deixa ele manguaçar que descontrola o açúcar. Tarciso: Relax. Mãe: Já encontraram o Nocão, o Barba e o Sancho? Sancho: A bença, dona Meire, tá todo mundo aqui no hotel com o Tarciso e o seu Tote. Mãe: Ai, graças à minha

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Jogar sem plateia

As Olimpíadas de Tóquio já se tornaram históricas. Vencidas no primeiro round pela pandemia, chegam em 2021 cambaleantes, abatidas e mais silenciosas. Jogar sem plateia não é a mesma coisa. É o grito da torcida que nos torna maiores, mais poderosos, mais confiantes. É essa vibração que nos faz saltar mais longe, correr mais rápido, driblar três adversários ou cravar uma série difícil. Sem plateia a gente é só a

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TOUCHÉ OLIMPIQUÊ

Era uma sala grande, com várias faixas compridas no chão. Bem compridas. Eu era pequena, então pareciam ainda maiores. Lá no fundo o professor, vestido com um macacão que poderia ser de um bebê de três meses, mas com seus cabelos brancos e desalinhados contrastando. Não se chamava nem Porthos, nem Athos, nem Aramis, mas Silas. E eu ali bisbilhotando onde estariam as espadas e os chapéus de plumas, talvez

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Um mito no tiro com arco.

Anne Marcele dos Santos é dona do melhor resultado do Brasil na história do tiro com arco nos jogos olímpicos. Anne fará sua estréia daqui a pouquinho. Nos corredores da Vila Olímpica, onde Anne já transitou, está um outro competidor, dono de uma história bem mais antiga. O atleta mais conhecido de todos os tempos: cupido. O fato é que ele anda com seu arco e flecha em todos os

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acaso objetivo

as olímpiadas me proporcionaram raras metáforas , possibilidades de significação, analogias e sempre pediram olhar desatento das coisas de maior peso por vezes essas que aparentam sem compromisso….esporte me soa como a nudez dos índios numa floresta densa : implosão sujeito objeto , a entrega ao acaso sem aparas… todo envolto em compromissos literários , pendências do intelecto entretenho com uma prova ou partida feito Clarice Lispector indo a feira:

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TODOS OS FOGOS O FOGO (CRÔNICA FLAVA)

A chama olímpica representa a iluminação divina pelo fogo, roubado por Prometeu dos deuses gregos para entregá-lo à humanidade. O poeta contemporâneo carioca Alexei Bueno tem uma obra intitulada Poemas gregos, na qual os mitos clássicos são “reatualizados” abundantemente, como no poema “Desde que o Fogo, Prometeu, nos Deste,” que “reatualiza” o mito de Prometeu e a imagem do fogo funciona como o instrumento que proporciona a visão analógica do

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Pombo, Exu, rainha sem coroa

O Brasil já estreou voando nos jogos de Tóquio, com a rainha Marta renunciando à coroa em campo em prol da solidariedade e do altruísmo. Desculpem-me a repetição, mas não consigo não olhar pra ela, não falar dela. Mas vamos em frente que atrás vem gente. Também o masculino apresentou as credenciais em alto estilo. O jogo contra a Alemanha, que abriu o torneio de futebol, bem poderia ser a

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Bola adormecida

Ela adormeceu. Dormiu em solo brasileiro no ano de 2016 e aguardava há quatro anos pelo seu despertar, só não esperava que no caminho haveria uma pandemia que lhe faria dormir um ano mais. No entanto, diferente da bela adormecida dos contos infantis acordada com o beijo de um príncipe, a nossa bola adormecida despertou pelos pés de onze princesas, mais precisamente a princesa Marta, que driblou, chutou e abriu

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