Crônica

O ouro fosforescente do país do Sol

De forma simplória, mas bem calculada, o Japão batizou suas olimpíadas de Jogos da Recuperação. Foi bem antes da pandemia de covid que parou o planeta e periga tirar o brilho da busca obcecada por superar limites físicos na olimpíada. Nem bem se recuperou de uma, o país está no meio desta que todos do planeta vivenciamos. A outra foi o trauma causado pelo desastre nuclear ocorrido na usina de

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O que vi na cerimônia de abertura

Foi uma longa, longa, longa cerimônia de abertura. Não consegui ver tudo porque valores mais altos se alevantaram, entre os quais trabalhos que eu tinha que entregar e vacina que eu tinha que tomar – segunda dose, jacarezei de vez. Mas, do que vi, e não foi pouco, foram mais de duas horas de transmissão, cheguei a algumas conclusões: – Como sempre, as apresentações artísticas são encantadoras, com oportunidade de

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#olimpiadasparatodos

Nessa pandemia, o número de sem-tetos aumentou, principalmente em países periféricos. Mas o fato que chocou o mundo foi o surgimento de outra “classe” social (me perdoe, Marx): a dos sem-Olimpíadas. O exemplo já mais famoso é o de Yasmin Brunenê, mulher de Gabriel Medinha, que sem a amada ao lado terá menos forças para competir. Por causa dos protocolos de segurança contra a Covid-19, o nefasto Comitê Olímpico Brasileiro

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Lições vindas do Japão e o poder das palavras

Estas Olimpíadas ¬– que sinceramente acho que deviam acontecer só ano que vem – não estão ainda conseguindo atrair a atenção dos brasileiros, mais preocupados com a sobrevivência durante a crise sanitária. No entanto, mesmo levando adiante o evento em um momento impróprio, o Japão está dando um belo exemplo de modelo de sustentabilidade e de respeito para com o ambiente. E são vários os diferenciais. As camas dos atletas

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Grupo de zap em Tóquio

Tarciso: Boa noite de Tóquiooooo, galere do zap! Rosaninha: Boa noite, irmão. O pai tá bem? Tarciso: O veio tá entrando direto na breja japonesa. Curtiu! Rosaninha: Não deixa ele manguaçar que descontrola o açúcar. Tarciso: Relax. Mãe: Já encontraram o Nocão, o Barba e o Sancho? Sancho: A bença, dona Meire, tá todo mundo aqui no hotel com o Tarciso e o seu Tote. Mãe: Ai, graças à minha

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Jogar sem plateia

As Olimpíadas de Tóquio já se tornaram históricas. Vencidas no primeiro round pela pandemia, chegam em 2021 cambaleantes, abatidas e mais silenciosas. Jogar sem plateia não é a mesma coisa. É o grito da torcida que nos torna maiores, mais poderosos, mais confiantes. É essa vibração que nos faz saltar mais longe, correr mais rápido, driblar três adversários ou cravar uma série difícil. Sem plateia a gente é só a

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TOUCHÉ OLIMPIQUÊ

Era uma sala grande, com várias faixas compridas no chão. Bem compridas. Eu era pequena, então pareciam ainda maiores. Lá no fundo o professor, vestido com um macacão que poderia ser de um bebê de três meses, mas com seus cabelos brancos e desalinhados contrastando. Não se chamava nem Porthos, nem Athos, nem Aramis, mas Silas. E eu ali bisbilhotando onde estariam as espadas e os chapéus de plumas, talvez

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Um mito no tiro com arco.

Anne Marcele dos Santos é dona do melhor resultado do Brasil na história do tiro com arco nos jogos olímpicos. Anne fará sua estréia daqui a pouquinho. Nos corredores da Vila Olímpica, onde Anne já transitou, está um outro competidor, dono de uma história bem mais antiga. O atleta mais conhecido de todos os tempos: cupido. O fato é que ele anda com seu arco e flecha em todos os

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acaso objetivo

as olímpiadas me proporcionaram raras metáforas , possibilidades de significação, analogias e sempre pediram olhar desatento das coisas de maior peso por vezes essas que aparentam sem compromisso….esporte me soa como a nudez dos índios numa floresta densa : implosão sujeito objeto , a entrega ao acaso sem aparas… todo envolto em compromissos literários , pendências do intelecto entretenho com uma prova ou partida feito Clarice Lispector indo a feira:

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TODOS OS FOGOS O FOGO (CRÔNICA FLAVA)

A chama olímpica representa a iluminação divina pelo fogo, roubado por Prometeu dos deuses gregos para entregá-lo à humanidade. O poeta contemporâneo carioca Alexei Bueno tem uma obra intitulada Poemas gregos, na qual os mitos clássicos são “reatualizados” abundantemente, como no poema “Desde que o Fogo, Prometeu, nos Deste,” que “reatualiza” o mito de Prometeu e a imagem do fogo funciona como o instrumento que proporciona a visão analógica do

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