Bola adormecida

Ela adormeceu. Dormiu em solo brasileiro no ano de 2016 e aguardava há quatro anos pelo seu despertar, só não esperava que no caminho haveria uma pandemia que lhe faria dormir um ano mais.
No entanto, diferente da bela adormecida dos contos infantis acordada com o beijo de um príncipe, a nossa bola adormecida despertou pelos pés de onze princesas, mais precisamente a princesa Marta, que driblou, chutou e abriu o placar para o lado brasileiro o que culminou com a goleada do Brasil por 5×0 contra as chinesas.
Não se trata aqui de reescrever contos-de-fadas com heroínas princesas. A história é real e com heroínas guerreiras muito mais do que donzelas sonhadoras, são jogadoras de futebol que por vezes podem até endurecer mas sem jamais perder a ternura, só ver a gentileza de Marta ao ceder a Andressa Alves a cobrança do pênalti, despertando mais ainda a nossa bola adormecida.
A bola adormecida do futebol feminino brasileiro acordou de seu sono de cinco anos, e caminha rumo ao tão sonhado ouro olímpico. Despertas, nossas guerreiras querem e merecem a medalha dourada, e “la pelota” despertada anseia pelo próximo jogo.

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