DORES LOMBARES E INSPIRAÇÃO

Estou aqui, depois de voltar à prática de atividades físicas agora que as temperaturas estão mais amenas, já sofrendo com dores lombares, e também no pescoço e nas pernas. Sou um ser fragilizado diante do primeiro desafio: manter uma semana de exercícios, alternando a esteira com caminhadas pelas estradinhas da região serrana. Semana ainda pela metade, eu já me sinto triturado, amassado, dolorido, cansado, praticamente acabado.
Mas não vou desistir. Sabe por quê? Porque esta semana marcou a abertura dos Jogos Paralímpicos de 2020, lá em Tóquio. Porque eu assisti a apenas uma prova, a que deu a merecidíssima medalha de ouro nos 100m de nado ao Gabriel Bandeira. Foi suficiente para me dar conta do quanto sou um indivíduo limitado. Hoje, em vez da esteira, escolhi a caminhada e um percurso ainda mais íngreme e acidentado.
Nossos atletas paralímpicos já conquistaram, até este momento, quatro medalhas, uma com o recorde mundial. E eu aqui cheio de dores nas costas, no pescoço e, principalmente, no ego. Ainda temos muitas modalidades a disputar e muitas medalhas certamente virão. Virão porque esses atletas desconhecem limites, porque aprenderam desde bem cedo a superar barreiras de todos os tipos, no seu dia a dia, muitos desde o nascimento.
Amanhã eu vou escolher a trilha mais difícil, não por mim e pela minha boa forma, mas em homenagem ao exemplo que esses brasileiros estão nos dando, lá nas quadras, piscinas e arenas de Tóquio. Por eles e pelo tanto que eles nos inspiram a nunca desistir, vou seguir em frente.
Mas, desde já, vou avisando: vou choramingar as minhas pequenas dores pelo resto da semana, com certeza. Porque me faltam todas as qualidades que sobram nesses incríveis atletas super-humanos.
Minhas dores são a minha singela e prosaica homenagem.

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