crônica tranzmoderna

por não entender nada esporte procurava saber tudo de algum certame prova competição especialmente quando no salto livre natação coxas grossas dos rapazes as dobras músculos salientes dorso torso toda aquela parafernália palavrosa que um intelectual das letras estranha ao deparar com medidas saques radicalidades de pulos peripécias : portanto centrava-se dos olhares de triunfos da ternura ruiva dum armador irlandês nos punhos cerrados de negros valentes em todo amor grego evocado no rufar de tambores ( sempre algo marcial na abertura dos jogos ) o alinho das delegações ainda jovenzinho afeiçoava mais pelo bíceps dum adônis do basquete que pela perícia de nádia comaneci . mais tarde sentiu-se menos patético não saber nada de esporte mesmo curtindo estética do espetáculo ao ler que nelson rodrigues não entendia porra nenhuma de futebol e escrevia como ninguém sobre o desporte bretão com a galhardia dum expert…. os jogos olímpicos seus eram mais de pasolini genet mapplethorpe que logo ´linkei ´ ao meu gosto por esther williams & johnny weissmuller esquecendo dos boicotes de moscou pelos americanos de los angeles pelos russos assim feito assistir os rapazes hercúleos assenti que escrever crônicas sobre as olímpiadas seria um tesão feito o mal disfarçado tesão cultivado pelos nazistas diante dos rapazes de leni riefenstahl nós escritores invertidos que precisamos vencer o novo fascismo enrustido com todas as forças libertárias de nossa pena….

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