Citius, Altius, Fortius. Vita et mors em Tóquio-2020

Taí, vejam só este pré-olímpico em cena, a letra no corpo. Olhem bem, que é isso, vai ter jogo, sim, vai ter lance, sim. E então a palavra será dada de bico e o circunflexo cravado na alma.
Citius, altius e fortius.

E é o que a gente precisa, em tempos tão difíceis: sermos tão rápidos como o Usain Bolt, voarmos tão alto quanto o Thiago Braz e nos mantermos tão fortes quanto Laís Nunes, uma de nossas representantes da luta greco-romana (wrestling) em Tóquio-2020. E sermos tudo isso para além do corpo. Sermos fortes na alma. Altivos nas resoluções de problemas. Rápidos para escaparmos das armadilhas que o mundo nos impõe e, vejam bem, a pandemia está aí para dizer que a gente não pode mesmo bobear: citius, altius, fortius.

O tempo todo, o mundo todo, citius, altius, fortius. E se, para toda a gente, todos os anos são olímpicos, vamos combinar que estes Jogos de 2020, que acontecem agora em 2021, vêm mesmo para reforçar o que já estamos sentindo com este tal de coronavírus – este que se espalha mundo adentro, este que se transmuta –, que, sim, é preciso batalhar a união entre os povos. E que, se ainda não há vacina para todos, há o esforço dos guerreiros para que tudo volte à normalidade o mais rápido possível, citius, altius e fortius.

Já tem um tempo em que os Jogos Olímpicos têm sido usados como uma plataforma política, expondo ideologias de países e atletas. Dois exemplos: a Alemanha nazista e a tentativa de impor a raça ariana nos Jogos de 1936 e a Guerra Fria avançando sobre Jogos de 1952. Tóquio-2020 é o diálogo entre a vida e a morte – vita, mortem, citius, altius, fortius, mortem, vita – que acontece no mesmo tempo em que o mundo se une em busca de uma imunização global. Sejamos justos: não está fácil, não.

Tóquio-2020 é também esperança. Mais do que morte, é vida. É continuidade. E, mesmo com tantos contras, no olimpo da Era Moderna, estaremos todos lá. Anotem: se para Pierre de Coubertin, o importante não era vencer, mas competir, e com dignidade, para esta edição dos jogos olímpicos, o princípio é a superação.

Taí, vejam só, esta Olimpíada em cena, o corpo na alma.

Notas:
• Citius, altius, fortius. Traduzido para “mais rápido, mais alto, mais forte” é o lema dos Jogos Olímpicos da Era Moderna.
• Usain Bolt. Velocista aposentado, ouro nos 100 e 200m rasos e no revezamento 4×100 nos Jogos Olímpicos Rio 2016.
• Thiago Braz. Salto com Vara, ouro nos Jogos Olímpicos Rio 2016 e convocado para Tóquio 2020.
• Laís Nunes. Wrestling – Estilo Livre Feminino 76kg, candidata ao pódio em Tóquio 2020.
• Pierre de Coubertin. “Pai” dos Jogos Olímpicos da Era Moderna. Criou o símbolo olímpico: as cinco argolas entrelaçadas da bandeira olímpica, representando a união entre os continentes do planeta.

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