Resultados de uma “década”

Esta aí da foto é a Silvânia Costa, a sul-mato-grossense que levou uma medalha de ouro hoje no salto em distância para cegos, saltando 5 metros. Não é fichinha, não é abobrinha. É alto desempenho. Veterana em conquistas, Silvânia ajudou o Brasil a subir mais alto no quadro de medalhas e mostrar a sua força.
Mas não é apenas a força de vontade, o espírito de superação e disciplina que têm empurrado nossos atletas paralímpicos pra frente e pra cima. Tudo isso resulta também de políticas públicas que os destruidores do Estado ainda não alcançaram. Houve uma vez um verão em que os formuladores dessas políticas decidiram investir no esporte paralímpico o equivalente ao que destinavam aos atletas de alto rendimento do esporte olímpico. Isso significou bolsas, centros de treinamento, equipamentos e profissionais importados, uma inversão na lógica da esmola aos coitadinhos.
É comum a gente ler na imprensa que a “década” possibilitou inclusão social, racial e de gênero, alteração nos padrões de alunos que frequentam cursos superiores, instituições de pesquisa, etc. A “década” tem nome e sobrenome, mas é muito difícil dar nome aos bois quando os bois têm chifres que apavoram quem tem pesadelos com eles.
Traduzindo, sem então nomear os bois, a “década” foram anos e anos de políticas de investimento público e privado no Comitê Paralímpico, nos atletas, nas pessoas, para que elas pudessem ter os caminhos desembaraçados e dar o melhor de si.
O melhor delas estamos vendo nas piscinas, quadras, pistas, campos, mesas. Não importa se olímpicos ou paralímpicos, nossos heróis seguem firmes a nos devolver em orgulho e alegria tudo aquilo que o país investiu neles em dinheiro e valorização humana.

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