Pombo, Exu, rainha sem coroa

O Brasil já estreou voando nos jogos de Tóquio, com a rainha Marta renunciando à coroa em campo em prol da solidariedade e do altruísmo. Desculpem-me a repetição, mas não consigo não olhar pra ela, não falar dela.
Mas vamos em frente que atrás vem gente. Também o masculino apresentou as credenciais em alto estilo. O jogo contra a Alemanha, que abriu o torneio de futebol, bem poderia ser a final, mas serviu foi pra realçar o desnível entre os nossos meninos e os dos nossos carrascos.
O pombo voou três vezes. Bom pro Brasil, que, com ele e com Paulinho, mostra uma face rara em nosso esporte favorito: a cara de quem tem voz e a usa pra falar o que deve. A voz de quem troca a vaidade pela preocupação com o povo e o país e diz a que feio. Os dois, Richarlison (com Arana na foto) e Paulinho, marcaram os gols e serão melhores exemplos e inspirações do que têm sido as “estrelas” do time principal. Paulinho ainda “ousa” pedir proteção a Exu, desafiando os preconceitos contra as religiões afro.
Enquanto isso, cresce o número de casos de covid nos jogos, gente fica pra trás por apendicite, doping, hormônio do crescimento e até cocaína.
Aí eu te pergunto: o cara é atleta profissional, tem a maior chance da vida ao se classificar pras Olimpíadas de Tóquio, apoio de seu país, treinamento, espaços e equipamentos apropriados, e o que ele faz? Vai cheirar pó! Ah, tem dó! Interne-se, meu caro, porque você tá muito doente.

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