Na expectativa dos Jogos Paralímpicos

Enquanto aguardamos as finais do futebol masculino, da Bia e do Hebert no boxe, todos três candidatíssimos a dourar essa espetacular trajetória da nossa delegação, leio que os atletas paralímpicos começam a chegar a Tóquio. Fiquemos apenas na expectativa desses três e curtamos os últimos dias dos Jogos sem pensar em medalha, pois nas demais modalidades, não sei, não. Da onde não se espera é que não costuma vir nada, mesmo.
Tenho sentimento especial pelas Paraolimpíadas. Já achava incrível só de ver pela TV, mas em 2016 vivi uma experiência única ao conseguir credenciamento pra cobrir os jogos no Rio. Fomos eu e as fotógrafas Tina Coelho e Valéria Ramos, amigas e parceiras de diversas aventuras desse tipo.
Testemunhar ao vivo e de pertinho do que aqueles super-homens e supermulheres são capazes me transformou. Assisti a provas de diversas modalidades: natação, tênis de mesa, corrida, futebol, hipismo. Natação de pessoas sem algum membro. Futebol de cegos. Hipismo de pessoas sem braços nem pernas. Tênis de mesa e corrida de cadeirantes.
Eles não eram competidores quaisquer. Eram muito fortes, muito velozes, muito tenazes, muito determinados, e muito bons no que faziam. Me senti o cocô do cavalo do bandido. Eu e minhas dores de dente, eu e minhas mazelas tão comezinhas.
Quando crescer, quero ser uma pessoa iluminada e elevada como os atletas paralímpicos. Desafiam os limites partindo de supostas limitações que fariam chorar o comum dos mortais. Eles não são comuns. São muito melhores que nós.
As Paraolimpíadas começam no dia 24 de agosto.

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