José Guilherme Vereza

Crônicas publicadas no projeto.

Nosso paradoxo paralímpico

Já dá para acreditar que o Brasil seja uma potência nos esportes paralímpicos. Hoje, sexta feira, 27 de agosto de 2021, estamos em sexto no ranking de Tóquio 2020 e tudo indica que a penca de medalhas tenda a aumentar. Que seja assim. Nossos atletas paralímpicos são admiráveis em superar o destino, os revezes da vida e em esbanjar uma alegria comovente, misturada à gratidão, a cada ouro, prata e

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Tentando entender o que passou

E os Jogos passaram como a canoa de Isaquias. Acabou-se o que era doce. Foi rápido, bonito, encantador, sublime, emocionante. Nas noites insones, sonhamos juntos os sonhos dos que suaram, choraram pela vitória ou pela derrota ou simplesmente por estarem ali, vivendo o improvável de uma Olimpíada que lutou para existir e bem fez por merecer existir. E agora, ao invés de adormecer exausto, desperto para dentro de mim e

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O que Karen Janz botou na mesa

A tsunami de emoções que vem do Japão direto para nossas madrugadas traz na espuma alguns objetos interessantes de razão e reflexão. É nítido que os Jogos estão revelando mudanças de comportamento, ora dentro de sua própria estrutura olímpica, ora com efeitos na evolução da humanidade. Há quebras de recordes e paradigmas. Reparem as modalidades estreantes. O surf e o skate chegaram para ficar e suas manobras radicais carregam novos

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Panem et butyram et circenses

O celular tocou cedo, mas eu já havia acordado. Esses Jogos Olímpicos estão mexendo com meu relógio biológico. Jamais com meus hábitos. Às 7:30 estava à mesa e de olho na televisão. Perto de mim, café com pão. Não o panem desejado, fresquinho, estalando, acolhendo a manteiga (butyrum) que se derrete toda por ele. Mas uma torrada integral com cereais, como me permite o sobe-e-desce da taxa glicêmica. Um tantinho

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Primeiros sentimentos

Linda a minimalista e adequada a cerimônia de abertura. Deu saudade danada da festa do Rio em 2016. Pena que o que se sucedeu não correspondeu à belezura que foi. Comovente a medalha de ouro do tunisiano na natação. Gratidão ao Paulinho camisa 7 do futebol por me ensinar que, ao contrário do senso preconceituoso comum, Exu é energia boa. Laroiê Exu! O orixá da comunicação e da linguagem. O

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Na Na Na Nan

Se sou capaz de verter lágrimas em inauguração de padaria, imagine em abertura de Jogos Olímpicos. Não falo da Rio 2016, quando me debulhei com o espetáculo que pegou em cheio meu orgulho do artista brasileiro e sua capacidade de fazer bem feito. Pena que aquele deslumbre foi um oásis na nossa civilização desértica de coisas que realmente dão um orgulho coletivo. Paciência. Se não ficou o legado prometido, ficou

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