Fernanda de Aragão

Crônicas publicadas no projeto.

Dois ouros, nas alturas.

Foi uma festa. A alegria foi tamanha que Tamberi, italiano que disputava o Salto em Altura, se jogou na pista e rolou e cambalhotou e mostrou todos os dentes numa gargalhada contagiante. A ideia de dividir o ouro foi de Barshim, um tímido e meio sorridente atleta do Catar, nós dois merecíamos, ele disse, e como!, eu afirmo, mas já que nem tudo são louros com grandes girassóis compondo um

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Dos lances que são bolas fora

Nem todo lance é digno de comemoração. E nem adianta discutir, tem bola que não entra. Digo da bola fora provocada pelos meninos do futebol que subiram ao pódio em Tóquio 2020 gritando um dos protestos mais nada a ver da história dos Jogos Olímpicos. Não, nada como Jesse Owens versus Hitler na Berlim de 1936, nada como Tommie Smith e John Carlos na luta contra o racismo na Cidade

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O sigilo da ostarina

Eu não entendi nada, você entendeu? Digo da tal da ostarina no corpo da menina. Tandara. Mas, mulher, como assim? Acidental? Foi o que eu ouvi, lendo a única defesa escrita, o resto é sigilo, é coisa que corre em segredo, que pode ser fatal. E nós? Estamos aí cara a cara com o não dito. Milito: até parece aquele lance dos políticos que, quando culpados, impõem sigilo de 100

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Citius, Altius, Fortius. Vita et mors em Tóquio-2020

Taí, vejam só este pré-olímpico em cena, a letra no corpo. Olhem bem, que é isso, vai ter jogo, sim, vai ter lance, sim. E então a palavra será dada de bico e o circunflexo cravado na alma. Citius, altius e fortius. E é o que a gente precisa, em tempos tão difíceis: sermos tão rápidos como o Usain Bolt, voarmos tão alto quanto o Thiago Braz e nos mantermos

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